dia dos irmãos

eu não tenho irmãos. de muitas das coisas que não tive na vida, a falta de irmãos sempre foi a que mais me marcou. talvez por isso sempre tenha dito que queria ter 6 filhos…

depois cresci. e continuei a sentir a falta de alguém tão próximo como um irmão. entretanto a maturidade traz-nos algum juízo, e percebi que ter 6 filhos era uma doce ilusão de adolescente. no entanto, se a vida assim me permitisse, nunca teria apenas um só filho. quis o destino que tivesse dois. felizmente, pude dar aos meus filhos o melhor que não tive: alguém com quem crescer e partilhar a infância.

e eu, filha única, que nunca vivi estas coisas próprias dos irmãos, ainda me sinto incomodada por todas as zangas e discussões, as guerrinhas típicas, a ciumeira – dizem-me os amigos que é normal, mas ao meu coração de mãe sem irmãos, tudo isto causa grande dor. neste dia dos irmãos, o que mais desejo é que os meus filhos cresçam juntos, amigos, e percebam a sorte que têm por se terem um ao outro.

da doçura ( ou falta dela)

precisamos de mais sorrisos… de mais tolerância…

quem não está bem consigo mesmo está de mal com o mundo. e quem está mal com o mundo enche de nuvens o dia mais alegre. já desisti de tentar mudar quem não quer ser ajudado. ainda mais quando é alguém com quem nem sequer tenho relações de amizade. no entanto, o que me falta é saber lidar com este feitio-azedo de algumas pessoas. e ainda não sei. talvez seja porque na verdade, fico triste por elas, por não terem motivos na vida que as faça sorrir, ser mais doce. e o meu coração, nestes momentos, quando sou alvo do azedo, só tem vontade de se encher ainda mais das doçuras da vida: o sorriso dos meus filhos, um passeio de mãos dadas, um beijo, um abraço… afinal, basta tão pouco, não é?

home is where the hearth is

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soube ontem que esta casa (que sei que não é minha) não vai ser. tenho de a deixar. a notícia foi devastadora… mudar-me para aqui foi fácil, demasiado fácil, e sou pessoa de me apegar aos espaços, aos locais, aos cheiros… mas não há remédio, a não ser encontrar outro cantinho, outro lugar especial, e fazer dele a nossa casa. afinal, desde que estejamos juntos, nada mais interessa.

das coisas boas da vida

não tenho dúvidas de que sou uma pessoa cheia de sorte. às vezes queixo-me, lamento-me, mas a verdade é que tenho de dar graças. não é toda a gente que pode afirmar que trabalha com um grupo de pessoas especial… eu posso. eu, a mais nova, a “caçulinha” do grupo, dou graças por ter como companheiros de equipa estes que tenho.

“às vezes, uns chegam para que outros saiam*”

“às vezes, uns chegam para que outros saiam*”

frase acabada de ler via bloglovin. e fiquei a pensar nos que chegaram e nos que saíram da minha vida nestes (quase) 40 anos. nem sempre saíram por causa de outros que chegaram. às vezes a própria vida nos fez distanciar… outras vezes simplesmente algo nos distanciou, se calhar porque em determinada altura passamos a não ter nada em comum. poucos saíram por algum motivo forte, felizmente. não guardo rancor de ninguém, e mesmo quem me desiludiu um dia continua a estar nos meus pensamentos, volta e meia. mas o que me deixa feliz é que todos os que passaram na minha vida – os que saíram, os que entraram e ficaram, os que estão cá desde sempre – me marcaram de alguma forma. sou a pessoa que sou hoje com a contribuição de todos os que entraram /saíram da minha vida. qqqqqqqq

O quarto de Jack

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mais um livro terminado (por este andar chegarei ao fim do meu desafio a meio do ano). um livro que foi adaptado ao cinema, mas que não me deixa muito curiosa para ver o filme, pelo menos para já. fico-me pelas palavras. quanto ao livro, posso dizer que ADOREI. trata de uma história inventada, mas que poderia ser tão real, infelizmente. trata de uma mãe que ama o seu filho acima de tudo, que o ama de forma tão incondicional que prefere perder tudo a vê-lo perder o seu direito à liberdade.

pai

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é o dia dos pais. dos que o são verdadeiramente. só aprendi o que é ser pai quando fui mãe, ao ver a relação dos meu marido com os nossos filhos. digo muitas vezes que não tive/tenho o pai que merecia, o que gostava de ter. mas soube escolher o melhor pai para os meus filhos.